terça-feira, 24 de agosto de 2010
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Curriculum
Ser o único a aceitar te acompanhar até o ponto de ônibus, todos saberem disso e ser reconhecido. Ter a ti guardando lugar para mim ao teu lado todos os dias de manhã.
Ser levando para lá e para cá. Ser buscado na saída da escola com segundas intenções e tudo perfeitamente arquitetado. Passar a tarde na piscina e na sauna, juntos. Ouvir álbuns inteirinhos no carro vezes e mais vezes ao longo dos dias.
Ficar juntos horas e horas debaixo do chuveiro, conversando; beber a água que escorre do seu pescoço. Ir ao supermercado, comprar com o dinheiro do ônibus qualquer (o mais barato) quitute pra fazer um baquete para nós. Ir do Jardim Paulista até o centro juntos em uma única bicicleta. Dormir e ver dormir. Ter certeza e ao olhar nos olhos ter mais ainda. Ter a boca fatigada de tanto pronunciar seu nome. Andar quilômetros ao seu lado, no Sol. Descobrir que Ribeirão Preto e São Paulo são muito maiores do que pensava. Ligar anoitinha do fixo, escondido, enfiado atrás da cama e sussurrar. Ter ciuminho e nenhum pudor de demonstrá-lo. Ouvir faixas da Cássia Eller que nunca sequer ouvi falar. Ouvir samba e mentir que não gosto. Ganhar bolos de todos os sabores de presente. Ganhar desenhos de presente. Pertencer. Ver caixas e mais caixas de fotos. Ficar preso no quarto até horários indeterminados. Usar Cranberries pra abafar os barulhos do nosso amor. Esquentar seu tersol com colher de prata, tomando cuidado para não encostá-la no teu olho e te cegar. Adotar gatos de rua e ficar dias pra decidir seus nomes. Discutir a tarde toda sobre a verdade absoluta. Beber pinga, nos embebedar sozinhos. Dançar. Não usar internet. Não usar celular. Frequentar sex shops. Fazer compras pra passar a noite no motel. Poder te abrigar com meu corpo. Ir a eventos de anime. Cantar na chuva, na rua. Molhar tua camiseta com minhas lágrimas.
Chorar vendo o dvd que me emprestou pelo simples fato de me o ter emprestado. Tomar banho e beber a água que escorre do seu pescoço, também. Ver ternura nas nossas diferenças. Ser protegido. Olhar bem e guardar a anatomia da mão de cada um. Fazer massagem nas mãos por horas.
Sonhar tanto. Ver uma promessa antiguíssima se cumprir. Prometer sexo e não cumprir. Atribuir músicas. Atribuir pessoas. Medir tanto as palavras e evitar a todo custo dizê-las com a boca (...)
Ser levando para lá e para cá. Ser buscado na saída da escola com segundas intenções e tudo perfeitamente arquitetado. Passar a tarde na piscina e na sauna, juntos. Ouvir álbuns inteirinhos no carro vezes e mais vezes ao longo dos dias.
Ficar juntos horas e horas debaixo do chuveiro, conversando; beber a água que escorre do seu pescoço. Ir ao supermercado, comprar com o dinheiro do ônibus qualquer (o mais barato) quitute pra fazer um baquete para nós. Ir do Jardim Paulista até o centro juntos em uma única bicicleta. Dormir e ver dormir. Ter certeza e ao olhar nos olhos ter mais ainda. Ter a boca fatigada de tanto pronunciar seu nome. Andar quilômetros ao seu lado, no Sol. Descobrir que Ribeirão Preto e São Paulo são muito maiores do que pensava. Ligar anoitinha do fixo, escondido, enfiado atrás da cama e sussurrar. Ter ciuminho e nenhum pudor de demonstrá-lo. Ouvir faixas da Cássia Eller que nunca sequer ouvi falar. Ouvir samba e mentir que não gosto. Ganhar bolos de todos os sabores de presente. Ganhar desenhos de presente. Pertencer. Ver caixas e mais caixas de fotos. Ficar preso no quarto até horários indeterminados. Usar Cranberries pra abafar os barulhos do nosso amor. Esquentar seu tersol com colher de prata, tomando cuidado para não encostá-la no teu olho e te cegar. Adotar gatos de rua e ficar dias pra decidir seus nomes. Discutir a tarde toda sobre a verdade absoluta. Beber pinga, nos embebedar sozinhos. Dançar. Não usar internet. Não usar celular. Frequentar sex shops. Fazer compras pra passar a noite no motel. Poder te abrigar com meu corpo. Ir a eventos de anime. Cantar na chuva, na rua. Molhar tua camiseta com minhas lágrimas.
Chorar vendo o dvd que me emprestou pelo simples fato de me o ter emprestado. Tomar banho e beber a água que escorre do seu pescoço, também. Ver ternura nas nossas diferenças. Ser protegido. Olhar bem e guardar a anatomia da mão de cada um. Fazer massagem nas mãos por horas.
Sonhar tanto. Ver uma promessa antiguíssima se cumprir. Prometer sexo e não cumprir. Atribuir músicas. Atribuir pessoas. Medir tanto as palavras e evitar a todo custo dizê-las com a boca (...)
domingo, 15 de agosto de 2010
Domingo dia 15
O que me seria bom fazer? O que de fato faz bem pra mim? Qual minha vontade? O que eu preciso? O que me tá faltando?
acho que um pouco mais de sinceridade, transparência; ou perspicácia.
acho que um pouco mais de sinceridade, transparência; ou perspicácia.
sábado, 7 de agosto de 2010
Sequenciando
Dá pra acreditar que o primeiro semestre da faculdade já acabou e que o segundo já mais que começou?
Dá, sim. O fim do semestre passado foi traumatizante, vou dizer. As provas acabaram comigo. Ok, eu aproveitei MUITO, saí bastante, dei altos petês, pouco me lixei pra faculdade e tomei o que me era merecido; perfeito! Daí nas férias fui para Ribeirão Preto e em suma tudo foi muito bom. Nas primeiras semana eu viajei para Itanhaém com minha mãe e meu irmão. Vi minha avó, minha bisavó, parentes, etc, mas eu estava tão indisposto aqueles dias que quase não aproveitei nada. Beleza. De volta a Ribeirão, o que mais fiz foi passear no centro com o Milz e ir no bendito Penélope. Fui no Tanabata como fiz nos últimos, sei lá, 4 anos atrás, e foi o menos divertido. Tudo bem que vi todo mundo que eu estava morrendo de saudade, mas foi tudo tão normal, tão "como sempre foi". Terá sido infantilidade minha esperar que de alguma forma algo mudasse, ou quiçá esperar que algo tivesse de mudar? Afinal de contas, eu não era infeliz com as coisas como eram. Vai entender...
Aconteceram outras coisas nessas férias que foram muito especiais pra mim. Pra mim. Deram o teor geral ao mês de julho. Aprendi a ter mais "fé" na vida. Entendi melhor o sentido da reciclagem/renovação de enegias e visualizei com mais clareza o fluxo infinito das coisas. Nada morre, tudo muda. Sendo redundante, porém parafraseando Lavoisier, "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Mas isso até que não resolve muita coisa. Há, nesse caso, o fator tempo que age de forma irregular e que fode tudo na revisão da maioria das minhas suposições. Mas para quê chegar a uma conclusão se é a imprevisibilidade da vida que mais motiva a vivê-la, não é mesmo?
Quando voltei a Assis senti-me muito motivado com tudo. Tava tudo diferente. As pessoas já se conheciam, eu já sentia saudade de lá, e nada mais me era estranho. Eu já pertencia àquele lugar. As matérias melhoraram, os professores mudaram, enfim. Comecei a fazer cursos de línguas e estou adorando. Também me mudei de casa. Fui morar com um cara de psico e outro de história. A casa é bastante deteriorada, velha e tudo mais, mas a sensação de "liberdade" e "acolhimento" que sinto lá é incomparavelmente maior do que a que sentia na minha ex casa. Sem falar que o aluguel é menos que a metade. Os meninos compartilham do mesmo gosto artístico que eu, muito do ideológico e um deles até da mesma orientação sexual. Só vantagem!
Vê? Estou com ótimos amigos, ótimas perspectivas para o futuro, estabilidade financeira, suprimi muitas das minhas carências emocionais (etc), e acho que agora a única coisa que me falta, falando na maior sinceridade, é sexo todo dia. Beijos.
Dá, sim. O fim do semestre passado foi traumatizante, vou dizer. As provas acabaram comigo. Ok, eu aproveitei MUITO, saí bastante, dei altos petês, pouco me lixei pra faculdade e tomei o que me era merecido; perfeito! Daí nas férias fui para Ribeirão Preto e em suma tudo foi muito bom. Nas primeiras semana eu viajei para Itanhaém com minha mãe e meu irmão. Vi minha avó, minha bisavó, parentes, etc, mas eu estava tão indisposto aqueles dias que quase não aproveitei nada. Beleza. De volta a Ribeirão, o que mais fiz foi passear no centro com o Milz e ir no bendito Penélope. Fui no Tanabata como fiz nos últimos, sei lá, 4 anos atrás, e foi o menos divertido. Tudo bem que vi todo mundo que eu estava morrendo de saudade, mas foi tudo tão normal, tão "como sempre foi". Terá sido infantilidade minha esperar que de alguma forma algo mudasse, ou quiçá esperar que algo tivesse de mudar? Afinal de contas, eu não era infeliz com as coisas como eram. Vai entender...
Aconteceram outras coisas nessas férias que foram muito especiais pra mim. Pra mim. Deram o teor geral ao mês de julho. Aprendi a ter mais "fé" na vida. Entendi melhor o sentido da reciclagem/renovação de enegias e visualizei com mais clareza o fluxo infinito das coisas. Nada morre, tudo muda. Sendo redundante, porém parafraseando Lavoisier, "na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Mas isso até que não resolve muita coisa. Há, nesse caso, o fator tempo que age de forma irregular e que fode tudo na revisão da maioria das minhas suposições. Mas para quê chegar a uma conclusão se é a imprevisibilidade da vida que mais motiva a vivê-la, não é mesmo?
Quando voltei a Assis senti-me muito motivado com tudo. Tava tudo diferente. As pessoas já se conheciam, eu já sentia saudade de lá, e nada mais me era estranho. Eu já pertencia àquele lugar. As matérias melhoraram, os professores mudaram, enfim. Comecei a fazer cursos de línguas e estou adorando. Também me mudei de casa. Fui morar com um cara de psico e outro de história. A casa é bastante deteriorada, velha e tudo mais, mas a sensação de "liberdade" e "acolhimento" que sinto lá é incomparavelmente maior do que a que sentia na minha ex casa. Sem falar que o aluguel é menos que a metade. Os meninos compartilham do mesmo gosto artístico que eu, muito do ideológico e um deles até da mesma orientação sexual. Só vantagem!
Vê? Estou com ótimos amigos, ótimas perspectivas para o futuro, estabilidade financeira, suprimi muitas das minhas carências emocionais (etc), e acho que agora a única coisa que me falta, falando na maior sinceridade, é sexo todo dia. Beijos.
domingo, 4 de julho de 2010
vinefreitasc Não sei... como disse Clarice: "Vamos ver se eu renasço. Por enquanto eu estou morto."
half a minute ago via web
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vinefreitasc Como se um dia eu tivesse estado no ápice e agora o que vem não é e nem há de ser que declínio
1 minute ago via web
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vinefreitasc Ele disse que eu sou uma pessoa muito saudosista, que eu vivo meu presente focando demais meu passado
2 minutes ago via web
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vinefreitasc Uma vez quando eu tava muito mais pra lá do que pra cá pedi para um amigo meu que faz psico me analizar
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terça-feira, 27 de abril de 2010
Somewhere else
Passei no vestibular, vim para Assis, conhecí pessoas maravilhosas, vivenciei de tudo e mais um pouco e tenho sido feliz. O "novo" me saúda todas as manhãs e me beija e me cobre todas as noites na hora de dormir. Vide outra analogia: a vida mudou de pele completamente, como uma serpente. Não que ela nunca o tivesse feito, mas desta vez o processo todo foi tão veloz, de forma a depositar a pele morta tão a cerca de mim, que me permite visitá-la vez ou outra. Uma vez por mês. E essas minhas visitas exaltam ainda mais as diferenças entre o hoje e o ontem, já que posso compará-los lado a lado. E quanto à saudade, bom, com certeza, vira e mexe ela lembra que existe e me retalha o coração. Mas é pouquinha, viu? Não que eu esteja aliviado por não viver mais o que outrora viví, e sim que reconheço que muito do que passou, passou, e não poderia ter sido melhor do que foi caso não tivesse passado. Ressalvo que, infelizmente, apesar de em teoria tudo na vida seguir essa lógica, nem tudo PARECE fazer o mesmo. E são tais como navalhas, essas pouquíssimas exceções.
Falemos de coisas boas. Os prazeres que tenho sentido, pois bem, são em maioria de todos os tipo EXCETO daqueles que estava habituado a sentir. É verdade! Aqui em Assis eu tenho minha casa, que na verdade é uma kitnet "avantajada", digamos, com dois quartos, uma cozinha, um quintalzinho e um banheirinho. Eu adoro o lugar onde fica o lugar que moro, é privilegiadíssimo! Eu moro com um garoto evangélico que faz história. Não, morar com ele não me aborrece muito. Se há algo que a presença dele lá traz de negativo, é a descaracterização da casa em relação a mim e as carnes que ele compra que entopem a minha geladeira. De resto é só alegria.
Aqui em Assis também tem muita gente que me faz bem, muito ambiente que me faz bem. A vontade que sinto, às vezes, é de arrastar pra cá todo mundo que eu sinto falta de Ribeirão Preto e então minha vida estaria PERFEITA. Seria um capricho e tanto, eu sei. Anyways, como toda grande mudança, problemas com adaptações e tudo mais de fato vêm a tona, mas vai ficar tudo bem. Tá tudo cicatrizando (abranger seus conceitos sobre cicatrização neste contexto, por gentileza). Tudinho. Sinto como se meu sistema imunológico espiritual tivesse levado uma guinada homérica desde que vim pra cá. Tudo começou a sarar, até o que eu já havia esquecido que doía, que era ferida.
Tem uma certa melancolia implícita nesse texto, mas eu gostaria que ficasse em ressalva que tenho estado bem feliz, de verdade. Isso tudo é fruto, e a época é de colheita.
Falemos de coisas boas. Os prazeres que tenho sentido, pois bem, são em maioria de todos os tipo EXCETO daqueles que estava habituado a sentir. É verdade! Aqui em Assis eu tenho minha casa, que na verdade é uma kitnet "avantajada", digamos, com dois quartos, uma cozinha, um quintalzinho e um banheirinho. Eu adoro o lugar onde fica o lugar que moro, é privilegiadíssimo! Eu moro com um garoto evangélico que faz história. Não, morar com ele não me aborrece muito. Se há algo que a presença dele lá traz de negativo, é a descaracterização da casa em relação a mim e as carnes que ele compra que entopem a minha geladeira. De resto é só alegria.
Aqui em Assis também tem muita gente que me faz bem, muito ambiente que me faz bem. A vontade que sinto, às vezes, é de arrastar pra cá todo mundo que eu sinto falta de Ribeirão Preto e então minha vida estaria PERFEITA. Seria um capricho e tanto, eu sei. Anyways, como toda grande mudança, problemas com adaptações e tudo mais de fato vêm a tona, mas vai ficar tudo bem. Tá tudo cicatrizando (abranger seus conceitos sobre cicatrização neste contexto, por gentileza). Tudinho. Sinto como se meu sistema imunológico espiritual tivesse levado uma guinada homérica desde que vim pra cá. Tudo começou a sarar, até o que eu já havia esquecido que doía, que era ferida.
Tem uma certa melancolia implícita nesse texto, mas eu gostaria que ficasse em ressalva que tenho estado bem feliz, de verdade. Isso tudo é fruto, e a época é de colheita.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Stalker
Que se cumpra o idealizado. Que acreditem. Que riam das suas paixões. Porque o que consideram paixão, na realidade, não é energia espiritual, mas apenas fricção entre a alma e o mundo externo. O mais importante é que acreditem neles próprios, e se tornem indefesos como crianças, porque a fraqueza é grande, enquanto a força é nada. Quando o homem nasce é fraco e flexível. Quando morre é impassível e duro. Quando uma árvore cresce é tenra e flexível. Quando se torna seca e dura, ela morre. A dureza e a força são atributos da morte. Flexibilidade e fraqueza são a frescura do ser. Por isso, quem endurece, nunca vencerá.
Stalker
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