sexta-feira, 31 de julho de 2009

My evil shadow dove, my black Palomito

Não importa quão estúpido possa parecer, mas direta ou indiretamente eu sempre lhe farei carinho.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

It simply works this way

Until now, I should say, I'll never be able to explain how and why I do feel so peace-minded when I find myself bent over my own in the corner between my room and the bathroom, on these leather boots, listening to Passive Agressive by Placebo.

Cirurgia - 26/06

Passei a noite de quinta-feira passada em branco, para que estivesse disposto na madrugada de sexta-feira e não me atrasasse ao estar no hospital com minha mãe às 6:00 da manhã. A cirurgia foi marcada na verdade para as 7:00, mas até que chegássemos lá, verificássemos todos os documentos, me sedassem, e não nos atrasássemos, precisaríamos de no mínimo uma hora de antecedência. Pois bem, o processo de verificação de documentos demorou por volta de meia hora, o que permitiu com que minha mãe começasse a me contar diversos casos de seus tempos de faculdade e não terminasse nenhum. Um enfermeiro me levou até uma salinha ao fim de um longo corredor, lá despi-me, vesti um avental com um roupão por cima e fui levado até uma outra sala, esta própria para cirurgia. Deitei-me numa maca e uma enfermeira negra, muito simpática, veio furar meu braço com um catéter. Ela errou o furo, que doeu muito, e teve que chamar outra enfermeira para furar denovo. Depois veio a anestesista que aplicou a anestesia em mim. Não lembro de mais nada. Acordei suavemente e logo percebi que estava em outro recinto. Procurei alguma dor ou encômodo, para checar se já haviam realisado a cirurgia, e encontrei. Minha garganta doía muito, estava cheia de sangue, e por mais que eu quisesse cuspí-lo, não conseguia, pois meus nervos vibravam a qualquer movimento que eu pensasse em fazer. Passei esse período todo meio fora de si, o tempo passava muito rápido. Enfermeiros vinham o tempo todo me medicar. Ouvi várias vezes um paciente ao meu lado gemendo de dor, e os enfermeiros dizendo que não podiam fazer mais nada, pois já haviam administrado morfina nele. Dormi bastante. Um enfermeiro trouxe-me uma gelatina e um suco para beber, hesitei a primeiro instante, mas acabei comendo os dois. Doeu muito. Mais tarde fui levado a uma outra sala e lá dormi, creio eu, que por várias horas. Acordei com minha mãe me acariciando. Tentei falar com ela, mas minha boca simplismente não respondia, portanto virei-me e dormi denovo. Eu sentia muito, muito sono. Ao meu lado estava um bebê que havia operado algo do coração, acho, com sua mãe. Eles falavam o tempo todo. No fim do dia levei alta. Eu e minha mãe passamos na farmácia e compramos vários remédios prescritos pelo médico, e então fomo para casa. Em casa tomei uma sopa, os vários remédios e dormi. Passei o sábado, o domingo e a segunda basicamente dormindo, tomando remédio, sentindo dor e às vezes mechendo no computador ou estudando. O que mais me surpreendeu neste processo todo foi que meu sonhos foram todos muito reais e consistentes, palpáveis, porém nada muito significativos. E foi assim que eu deixei de ter amígdalas.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Concentração de poder

Tal como citou Nietzsche, "onde encontra-se uma criatura viva, encontra-se também desejo de poder", e o ser humano, assim como qualquer outro ser vivo, busca dominar ao máximo tudo que o cerca. A partir deste princípio, ao analizar-se os componentes das sociedades atuais correspondentes a esta questão, vê-se que a relação de poder entre os homens é muito intensa, e em alguns pouquíssimos, porém muito abrangentes casos, gritantemente desproporcionais, quando em comparação com a forma em que o fluxo de influências ocorrem na natureza aparte do homem.
As leis, os vestibulares, os costumes locais, a moda e as religiões são exemplos de mecanismos pelos quais grupos muito reduzidos influenciam grandes massas. "A religião é ótima para manter as pessoas comuns caladas", disse Napoleão, exemplo de alguém que possuia um poder muito grande sobre incontáveis pessoas de diversas nações ao longo de muito tempo, cuja influências perduram até hoje.
O que faz com que tais desproporcionalidades nas relações de poder existam e mantenham-se estáveis é, muitas vezes, o desconhecimento dos influenciados quanto a influência em si. Isso acontece no caso da moda, por exemplo, quando um empresário que lida com tecidos, através de contatos, faz com que um determinado tipo de tecido não muito utilisado antes seja usado por estilistas importantes na confecção de roupas apresentadas em grandes desfiles, e passe assim a ser muito consumido, e os consumidores que compram o tecido muito dificilmente têm conhecimento do porquê dele ser, dentre tantos tipos, justo aquele.
Costumes descriminatórios que exploram ou desvantageiam minorias, são exemplos de influências oriundas de poucos sobre muitos que apenas colaboram com a disseminação das injustiças e ignorância, ou seja, influências negativas. Contudo, ainda há algumas que agem beneficamente nas sociedades em geral. É o caso leis, que permitem a existência de uma ordem e justiça mais elevada. Outras, ainda, são indiferentes, como algumas propagandas.
Contanto que não sejamos completamente alienados e tenhamos consciência ao menos da maioria das influências que nos são impostas, e com isso saibamos discernir aquelas que nos são maléficas, benéficas e indiferentes, pode-se considerar essas desproporções nas relações de poder como catacterísticas tipicamente humanas, ou seja, naturais e não prejudiciais, pois a inteligência, a vontade de poder e a capacidade de se sobressair aos outros é, de fato, comum aos homens. Porém, quanto à ignorância e a passividade às influências alheias, não se pode dizer o mesmo.

terça-feira, 24 de março de 2009

Renewing

Hoje completei 17 anos. Em comemoração recebi os parabéns de diversos amigos, e a noite meus pais me levaram para jantar comida japonesa e depois tomar sorvete.

Sinto-me renovado e temporariamente especial :)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Never to forget

Without death, life is a meaningless concept and without life, death is also a meaningless concept.

Fruto oco

Via flores e frutos eclodirem viçosos, coloridos e espontâneos por todo o jardim a sua volta. Cospúsculos gordos, suculentos, pesados e saborosíssimos a se pendurarem aos seus ramos, arqueando-os por tanta fartura, e sendo jamais menos desejados por tudo e todos. Eram indubitavelmente valiosos. Aquele espetáculo de saúde por momentos segurava-o pelo mais puro gozo estético; a vida pulsava ao seu redor, emanando calor e perfume que penetravam em seu ser, devolvendo-lhe o que se ia com o tempo. Vislumbrava seu bem estar, tal que o levou a reparar nos outros, e a pôr-se em seus lugares: produzindo e recebendo. Como devia ser bom produzir, e ver algo tão divino vindo de si, e todos se sentirem bem às custas disso. Enrijeceu suas fibras e de sua matéria brotou, seco e a grande custo, uma bolha. Assim que se projetou por completo desprendeu-se e caiu, rasgando-se em duas e expondo o nada que a preenchia. Bastou que a noite caísse para que centenas de formigas fizessem juz às cascas, que até então não tinham deixado de o ser, pois jamais tinham sido algo além do que já eram e que sempre seriam. Como era igualmente bom produzir, e ver algo tão divino vindo de si, e ao menos alguns se sentirem bem às custas disso.