Passei no vestibular, vim para Assis, conhecí pessoas maravilhosas, vivenciei de tudo e mais um pouco e tenho sido feliz. O "novo" me saúda todas as manhãs e me beija e me cobre todas as noites na hora de dormir. Vide outra analogia: a vida mudou de pele completamente, como uma serpente. Não que ela nunca o tivesse feito, mas desta vez o processo todo foi tão veloz, de forma a depositar a pele morta tão a cerca de mim, que me permite visitá-la vez ou outra. Uma vez por mês. E essas minhas visitas exaltam ainda mais as diferenças entre o hoje e o ontem, já que posso compará-los lado a lado. E quanto à saudade, bom, com certeza, vira e mexe ela lembra que existe e me retalha o coração. Mas é pouquinha, viu? Não que eu esteja aliviado por não viver mais o que outrora viví, e sim que reconheço que muito do que passou, passou, e não poderia ter sido melhor do que foi caso não tivesse passado. Ressalvo que, infelizmente, apesar de em teoria tudo na vida seguir essa lógica, nem tudo PARECE fazer o mesmo. E são tais como navalhas, essas pouquíssimas exceções.
Falemos de coisas boas. Os prazeres que tenho sentido, pois bem, são em maioria de todos os tipo EXCETO daqueles que estava habituado a sentir. É verdade! Aqui em Assis eu tenho minha casa, que na verdade é uma kitnet "avantajada", digamos, com dois quartos, uma cozinha, um quintalzinho e um banheirinho. Eu adoro o lugar onde fica o lugar que moro, é privilegiadíssimo! Eu moro com um garoto evangélico que faz história. Não, morar com ele não me aborrece muito. Se há algo que a presença dele lá traz de negativo, é a descaracterização da casa em relação a mim e as carnes que ele compra que entopem a minha geladeira. De resto é só alegria.
Aqui em Assis também tem muita gente que me faz bem, muito ambiente que me faz bem. A vontade que sinto, às vezes, é de arrastar pra cá todo mundo que eu sinto falta de Ribeirão Preto e então minha vida estaria PERFEITA. Seria um capricho e tanto, eu sei. Anyways, como toda grande mudança, problemas com adaptações e tudo mais de fato vêm a tona, mas vai ficar tudo bem. Tá tudo cicatrizando (abranger seus conceitos sobre cicatrização neste contexto, por gentileza). Tudinho. Sinto como se meu sistema imunológico espiritual tivesse levado uma guinada homérica desde que vim pra cá. Tudo começou a sarar, até o que eu já havia esquecido que doía, que era ferida.
Tem uma certa melancolia implícita nesse texto, mas eu gostaria que ficasse em ressalva que tenho estado bem feliz, de verdade. Isso tudo é fruto, e a época é de colheita.
terça-feira, 27 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
Stalker
Que se cumpra o idealizado. Que acreditem. Que riam das suas paixões. Porque o que consideram paixão, na realidade, não é energia espiritual, mas apenas fricção entre a alma e o mundo externo. O mais importante é que acreditem neles próprios, e se tornem indefesos como crianças, porque a fraqueza é grande, enquanto a força é nada. Quando o homem nasce é fraco e flexível. Quando morre é impassível e duro. Quando uma árvore cresce é tenra e flexível. Quando se torna seca e dura, ela morre. A dureza e a força são atributos da morte. Flexibilidade e fraqueza são a frescura do ser. Por isso, quem endurece, nunca vencerá.
Stalker
Stalker
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
-abafando Des
Odeio escrever em blog. Acho blog útil para desabafar, e tal, mas todo desabafo só é realmente válido quando é ouvido, o que não acontece no meu blog. Verdade é que só sinto vontade de escrever aqui quando leio blogs alheios. Engraçado que, em maioria, os autores sempre escrevem coisas do tipo "já que sou o único que vem aqui...", e eu paro e penso: será que alguém lê o meu? Tipo... não que eu ache que tenha muito o que se ler aqui, mas eu realmente me pergunto. Mas eu sei que não, sei mesmo. E me é indiferente, também. Fato é que vira e meche tô lendo o blog de alguém sem que a pessoa saiba. Não sei pra quê, também, já que nunca descubro algo de importante sobre as pessoas. Elas apenas fingem pensar que ninguém lê seus blogs, e por isso jamais se expessam integralmente. Eu não tenho esse problema.
2009 acabou, passou rápido como 2007, mas não como 2008. 2008 foi um ano quente, húmido, altamente contrutivo tal como destrutivo. 2009 foi o tipo de ano onde a tormenta cessa e a poeira começa a baixar e a compor o novo cenário -que em suma parece bastante belo-, até então. Não mais postarei tentativas frustradas de redações não-corrigidas aqui, espero. Tô na eminência do maior fracasso -ou sucesso- da minha vida até hoje. É, vestibular. Eu tô com fé, tô confiante, mas tô morrendo de medo de quebrar a cara. Eu não gostaria MESMO de fazer cursinho, e me mudar pra Assis seria maravilhoso, seria uma revolução na minha vida, mas como nada de muito radical e extremamente positivo me acontece de uma só vez, apenas em doses homeopáticas, eu mantenho um pé e meio atrás a respeito disso tudo.
Passei a virada do ano plenamente realizado. Consegui muito mais do que esperava esse ano, mesmo, mesmo. Mas bastou passarem umas 4 horinhas para que dois, apenas dois castelinhos desmoronassem. Eram dos mais altos e preciosos, é claro. Daí, hoje há pouco, saí pra conversar com o Milz, e ele me disse algo que coube perfeitamente nesse contexto e que se resume da seguinte forma: em situações onde a vida de outrém interfere na tua por sua maneira de ser, jamais ouse modelar a vida do outro, jamais. Ninguém muda a vida de outra pessoa por vontade exclusivamente sua. Em situações como essa o que resta a fazer é destruir os elos nocivos, apenas. Tentar concertá-los é sinônimo de perda de tempo e vitalidade, mais nada. Nada. E tenho sentido na própria pele, portanto assino ao lado.
Eu gostaria de viajar e segunda-feira começarei a frequentar a academia do bairro. Talvez eu viaje pra praia... quem sabe para Rio de Janeiro ou Ubatuba? Tudo dependerá da boa vontade da minha mãe. E do pouco dinheiro que jaz num potinho que meu pai usa pra guardar todo troco e moedas de um real que obteve ao longo do ano. Já roubei tanto dinheiro desse pote que temo ser minha culpa ele estar tão vazio. Mas não é hora de se culpar, o que está feito, está feito. E não foi por mal.
Tem um enchame de pernilongos debaixo da mesa me comendo as pernas; vou assistir seriados e tentar dormir.
2009 acabou, passou rápido como 2007, mas não como 2008. 2008 foi um ano quente, húmido, altamente contrutivo tal como destrutivo. 2009 foi o tipo de ano onde a tormenta cessa e a poeira começa a baixar e a compor o novo cenário -que em suma parece bastante belo-, até então. Não mais postarei tentativas frustradas de redações não-corrigidas aqui, espero. Tô na eminência do maior fracasso -ou sucesso- da minha vida até hoje. É, vestibular. Eu tô com fé, tô confiante, mas tô morrendo de medo de quebrar a cara. Eu não gostaria MESMO de fazer cursinho, e me mudar pra Assis seria maravilhoso, seria uma revolução na minha vida, mas como nada de muito radical e extremamente positivo me acontece de uma só vez, apenas em doses homeopáticas, eu mantenho um pé e meio atrás a respeito disso tudo.
Passei a virada do ano plenamente realizado. Consegui muito mais do que esperava esse ano, mesmo, mesmo. Mas bastou passarem umas 4 horinhas para que dois, apenas dois castelinhos desmoronassem. Eram dos mais altos e preciosos, é claro. Daí, hoje há pouco, saí pra conversar com o Milz, e ele me disse algo que coube perfeitamente nesse contexto e que se resume da seguinte forma: em situações onde a vida de outrém interfere na tua por sua maneira de ser, jamais ouse modelar a vida do outro, jamais. Ninguém muda a vida de outra pessoa por vontade exclusivamente sua. Em situações como essa o que resta a fazer é destruir os elos nocivos, apenas. Tentar concertá-los é sinônimo de perda de tempo e vitalidade, mais nada. Nada. E tenho sentido na própria pele, portanto assino ao lado.
Eu gostaria de viajar e segunda-feira começarei a frequentar a academia do bairro. Talvez eu viaje pra praia... quem sabe para Rio de Janeiro ou Ubatuba? Tudo dependerá da boa vontade da minha mãe. E do pouco dinheiro que jaz num potinho que meu pai usa pra guardar todo troco e moedas de um real que obteve ao longo do ano. Já roubei tanto dinheiro desse pote que temo ser minha culpa ele estar tão vazio. Mas não é hora de se culpar, o que está feito, está feito. E não foi por mal.
Tem um enchame de pernilongos debaixo da mesa me comendo as pernas; vou assistir seriados e tentar dormir.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Pois um novo ciclo há de ter começado
Relí meu blog desde o primeiro post hoje, e sabe... na maioria das vezes que eu pegava algo antigo meu para avaliar, eu acabava com o peito pesado e uma sensação de "vivi errado" absurda, mas dessa vez me foi bom. Relembrei de momentos deliciosíssimos que vivi, e me (re)toquei do quanto o tempo tem passado de pressa. Parece que todas aquelas coisas aconteceram ainda ontem! E WOW! Minha vida mudou demais! Tô virando adulto, e isso assuta um pouco. Tenho uma autonomia incomparavelmente maior hoje em dia, o que fez com que minha rotina mudasse DEMAIS. Claro, a meu gosto, só que ainda sim o processo não é plenamente agradável, já que na minha infância/pré adolescência eu vivi sobre regras dos meus pais, e por mais difícil que tenha sido, me acostumei a viver sobre elas.
No geral, senti que no começo as coisas convergiam para um certo ponto, até que tal ponto foi alcançado, estabilizado, e subitamente tudo tomou um rumo assaz contrário, porém nada retrógrado, obviamente.
Voltando ao presente, tenho adquirido um hábito meio chato de ignorar meu relógio biológico e NÃO DORMIR. Simplesmente não durmo mais, a não ser quando o sono é insuportável. Não tenho estudado direito, e sabe o que mais? Não estou nem aí. Não vou dar meu sangue para poder me adequar à essa sociedade a qual não tenho dúvida alguma de que não pertenço. Se eu passar no vestibular, ótimo! Se eu não passar, paciência... E quanto ao intercâmbio, ainda nada.
O fórum yaoi que criei junto com o Milz tem me rendido algumas risadas, e a companhia dos meus amigos tem sido cada vez mais necessária. Fomos no parque de diversão esse sábado e foi mágico! Jamais esquecerei daquele dia. Estive com exatamente as pessoas que mais têm me feito bem esses tempos num lugar voltado apenas à obtenção de prazer não-carnal. IDEAL!
Hoje algo que há um certo tempo já deveria ter acontecido aconteceu, e me bagunçou um pouquinho. A coisa é fútil, porém fundamental. No momento não concluo nada, resta esperar para ver.
É isso... não vou deixar uma última mensagem de otimismo porque agora estou cansado. E que fique claro: apenas porque AGORA estou cansado.
No geral, senti que no começo as coisas convergiam para um certo ponto, até que tal ponto foi alcançado, estabilizado, e subitamente tudo tomou um rumo assaz contrário, porém nada retrógrado, obviamente.
Voltando ao presente, tenho adquirido um hábito meio chato de ignorar meu relógio biológico e NÃO DORMIR. Simplesmente não durmo mais, a não ser quando o sono é insuportável. Não tenho estudado direito, e sabe o que mais? Não estou nem aí. Não vou dar meu sangue para poder me adequar à essa sociedade a qual não tenho dúvida alguma de que não pertenço. Se eu passar no vestibular, ótimo! Se eu não passar, paciência... E quanto ao intercâmbio, ainda nada.
O fórum yaoi que criei junto com o Milz tem me rendido algumas risadas, e a companhia dos meus amigos tem sido cada vez mais necessária. Fomos no parque de diversão esse sábado e foi mágico! Jamais esquecerei daquele dia. Estive com exatamente as pessoas que mais têm me feito bem esses tempos num lugar voltado apenas à obtenção de prazer não-carnal. IDEAL!
Hoje algo que há um certo tempo já deveria ter acontecido aconteceu, e me bagunçou um pouquinho. A coisa é fútil, porém fundamental. No momento não concluo nada, resta esperar para ver.
É isso... não vou deixar uma última mensagem de otimismo porque agora estou cansado. E que fique claro: apenas porque AGORA estou cansado.
sábado, 5 de setembro de 2009
Oi?
Eu gostaria muito, muito, muito de retratar com a maior precisão e menor quantidade de linhas possível o que sou hoje.
Se eu pudesse modelar a forma em que me sinto (e não a que me vejo) de forma extra-corpória e puramente sinestésica, descrever-me-ía como uma bolha densa em seu interior, porém sublime nas periferias, com indefiníveis objetos submersos em si; dentre eles: plantas, uma quantidade exorbitante de ideogramas chineses - que irradiam carinho -, mapas, bolinhas coloridas, bastões de gel translúcido e colorido, travesseiros suados, pães, e... mesas circulares de ferro pintado de branco. No núcleo - muito pesado, gelado e húmido - sinto textura de terra - inclusive cheiro de terra -, sei que há muito ali enterrado e não vejo receio de revirá-la, porém não o faço jamais. Sinto vapor de água morna e muita, muita saudade. Grande ímpeto de ajoelhar-me por entre a núvem de coisas e permitir que a mesma me recubra e me aqueça. Há uma notória atmosfera positiva. A terra parece fértil e dela brota tudo que eu quiser, inclusive plantas. Muitas plantas. Todas amicíssimas, que crescem e me acariciam as bochechas antes de ascenderem à superfície.
Eu sinto grande saudade de algo que nunca foi. Eu sinto saudade da saudade. Tem cara de tempo perdido, mas eu decididamente não quero acreditar que seja, e minha vontade é lei. A vontade de vomitar meus ossos se foi - e nem é que tenha durado muito. Às vezes tenho vontade de viajar; às vezes de me dedicar ao máximo na minha formação. O que eu quero mesmo é companhia, toque humano. A carne não me alimenta mais de maneira alguma. Eu preciso me alimentar do que há além da carne, eu acho. Não há nada que eu possa fazer por mim; eu dependo de outro(s), e não vejo fraqueza nisso; é natural. Fraqueza seria não admitir. Seria bom se alguém revirasse minha terra, penso eu, e que nela plantasse o que quisesse. Eu não me importaria que depois colhesse tudo que crescesse e pegasse para si, apenas. Nem que esgotasse meus nutrientes e depois me esquecesse, contanto que o fizesse... É essa minha natureza. Ou pelo menos é assim que a sinto no momento.
Se eu pudesse modelar a forma em que me sinto (e não a que me vejo) de forma extra-corpória e puramente sinestésica, descrever-me-ía como uma bolha densa em seu interior, porém sublime nas periferias, com indefiníveis objetos submersos em si; dentre eles: plantas, uma quantidade exorbitante de ideogramas chineses - que irradiam carinho -, mapas, bolinhas coloridas, bastões de gel translúcido e colorido, travesseiros suados, pães, e... mesas circulares de ferro pintado de branco. No núcleo - muito pesado, gelado e húmido - sinto textura de terra - inclusive cheiro de terra -, sei que há muito ali enterrado e não vejo receio de revirá-la, porém não o faço jamais. Sinto vapor de água morna e muita, muita saudade. Grande ímpeto de ajoelhar-me por entre a núvem de coisas e permitir que a mesma me recubra e me aqueça. Há uma notória atmosfera positiva. A terra parece fértil e dela brota tudo que eu quiser, inclusive plantas. Muitas plantas. Todas amicíssimas, que crescem e me acariciam as bochechas antes de ascenderem à superfície.
Eu sinto grande saudade de algo que nunca foi. Eu sinto saudade da saudade. Tem cara de tempo perdido, mas eu decididamente não quero acreditar que seja, e minha vontade é lei. A vontade de vomitar meus ossos se foi - e nem é que tenha durado muito. Às vezes tenho vontade de viajar; às vezes de me dedicar ao máximo na minha formação. O que eu quero mesmo é companhia, toque humano. A carne não me alimenta mais de maneira alguma. Eu preciso me alimentar do que há além da carne, eu acho. Não há nada que eu possa fazer por mim; eu dependo de outro(s), e não vejo fraqueza nisso; é natural. Fraqueza seria não admitir. Seria bom se alguém revirasse minha terra, penso eu, e que nela plantasse o que quisesse. Eu não me importaria que depois colhesse tudo que crescesse e pegasse para si, apenas. Nem que esgotasse meus nutrientes e depois me esquecesse, contanto que o fizesse... É essa minha natureza. Ou pelo menos é assim que a sinto no momento.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Bin qi ling
Eu perdi o senso de "rotina" completamente, o que tem me rendido algumas faltas à escola :/ Mas eu tenho estudado bem... se não fosse a ocasional inoperabilidade da internet de casa, poderia dizer que ótimo! Mas enfim... decidi que quero engenharia biotecnológica na UNESP de Assis, e acredito ser essa minha decisão final. Quero muito, muito ir pra Taiwan, também... ah!
zai ti hua ~Mavis fan - Ying Wei
zai ti hua ~Mavis fan - Ying Wei
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Desorganização
Droga... faltei 4 (!!!) dias seguidos na escola com a promessa de ao acordar estudar o dia todinho e compensar as aulas perdidas, mas não teve jeito, passei o tempo TODO na frente do computador. Que saco! É incontrolável! O mesmo quanto dormir cedo; não consigo, simplesmente. Mesmo quando eu finalmente desligo o pc e me deito, é insuportável a tentação de pegar algo para ler, e só de fato ir dormir lá pelas 7:30 da manha. Não sei o que fazer... Enfim, não tenho estudado, não concretizei meu intercâmbio até agora e me sinto sem rumo. Sabe o que há de mais curioso nisso tudo? É que tenho me sentido muito bem. :)
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