sábado, 30 de outubro de 2010

Einen Toast für die Schönheit des Moments ~

Eu sei que "quanto mais triste mais bonito soa", mas respeitemos os limites da carne. Um amigo disse que pensar faz mal. Pensar faz mal? Acho que tem mais a ver com não conjugar demais ao futuro quando se tem todo o presente aqui, agora, enfim...

Cantar com o peito rasgando de emoção "mais, peut-être, un beau jour voudras tu retrouver avec moi le paradis perdu" não faz o menor sentido, no fim das contas.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

It had more worth than any living thing on Earth ~

Às vezes lembro-me dele na frente da casa da sua avó comigo, todo suado de tanto pedalar, cantarolando enquanto pega a chave em seu bolso para abrir a porta. Vi essa cena várias vezes. Ele cantarolava:

"Suki na koto ga aru to iu nara, sore de juubun"

Uma vez perguntei o que significava, e ele disse: "mas se há o que se chamar de amor, isso já basta".

O ímpeto é de ir para bem longe. A memória atenta contra a vida. Às vezes sinto como se estivesse longe de mim mesmo, tivesse me esquecido em algum canto. Esses dias tenho tentado me consolar com o que me disseram, eu li, eu disse pra Lê e digo aqui, também: a vida não passa de um sonho.

"eu corro, fujo desta sombra
em sonho vejo este passado,
e na parede do meu quarto
ainda está o seu retrato
não quero ver pra não lembrar,
pensei até em me mudar
lugar qualquer que não exista
o pensamento em você..."


Ontem eu vi um filme em que diziam algo como: "existem apenas dois tipos de sofredores do mundo - aqueles que sofrem por carência de vida e aqueles que sofrem por excesso de vida".

Uma amiga minha perdeu esses dias um garoto que sei bem eu o quanto ela amava. Ele sofreu um acidente. Eu lhe disse várias vezes que o dia em que ele fosse embora, eu iria junto. Parece infantilidade dizer isso, mas caio em uma questão velha, "what makes life worth living?". Eu iria junto dele, sim... Eu iria sem pestanejar. É isso que faz da minha vida worth living, o fato de que se ele fosse embora, eu iria junto.

Eu sei que o meu maior erro é não saber lidar. Não saber amar. Uma coisa é amar, outra é saber amar. Muita gente ama e não sabe amar, e por isso ama errado e sofre. No meu caso, quer morrer.

O amor é a simples alegria pela existência do outro.

domingo, 26 de setembro de 2010

Dog

Como pode caber tanto carinho por alguém que a cada beijo te devolve três chutes? Como pode ser possível tal confiança em alguém que já atentou contra sua vida, sua moral e seu amor? Eu não sei de nada.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

8 ou 80

Eu tenho, sim, vários motívos para almejar um único par amoroso para todo o resto da minha vida, mesmo conhecendo tantas teorias que põem essa "necessidade" a nível do ridículo. Vamos lá:

-

Não vou conseguir listar os motivos (e faço questão de registrar minha tentativa). Acho que é uma questão quase que de saúde, de praticidade e que diz respeito à minha natureza. Eu não consigo fazer a maioria das coisas pela metade, ou eu faço e dou TUDO de mim e vivo a experiência de corpo e alma, ou nem faço e vivo eternamente amargurado a respeito. E eu quero ter filho(s), também. Eu quero uma companhia fiel e quase invariavelmente agradável. Eu quero poder transar sempre e sem o risco de pegar doenças, e quero sempre poder dar meu carinho e recebê-lo da mesma forma. E mais, eu quero dividir a minha história, quero ser e ter testemunha. Ai, meu, sei lá, é começar a listar que eu sinto como se os motivos se contradizessem. Sabe a que conclusão que sempre chego? Não que seja uma conclusão, mas eu sinto uma fortíssima inclinação de me render ao "8" e não ao "80".

sábado, 4 de setembro de 2010

Der größter Stolz

Eles fazem o que querem quando bem querem comigo, sempre. Ou simplesmente não fazem nada, isso também conta. E por mais que eu me debata por dentro, o olhar é de complacência, invariavelmente. Onde eu pretendo chegar agindo assim eu não sei, tanto quanto não consigo ver lógica em agir diferente.

Não quero mais, pelo menos por esses instantes.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Então...

Aliás, quão puras são minhas intensões, né?

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Curriculum

Ser o único a aceitar te acompanhar até o ponto de ônibus, todos saberem disso e ser reconhecido. Ter a ti guardando lugar para mim ao teu lado todos os dias de manhã.

Ser levando para lá e para cá. Ser buscado na saída da escola com segundas intenções e tudo perfeitamente arquitetado. Passar a tarde na piscina e na sauna, juntos. Ouvir álbuns inteirinhos no carro vezes e mais vezes ao longo dos dias.

Ficar juntos horas e horas debaixo do chuveiro, conversando; beber a água que escorre do seu pescoço. Ir ao supermercado, comprar com o dinheiro do ônibus qualquer (o mais barato) quitute pra fazer um baquete para nós. Ir do Jardim Paulista até o centro juntos em uma única bicicleta. Dormir e ver dormir. Ter certeza e ao olhar nos olhos ter mais ainda. Ter a boca fatigada de tanto pronunciar seu nome. Andar quilômetros ao seu lado, no Sol. Descobrir que Ribeirão Preto e São Paulo são muito maiores do que pensava. Ligar anoitinha do fixo, escondido, enfiado atrás da cama e sussurrar. Ter ciuminho e nenhum pudor de demonstrá-lo. Ouvir faixas da Cássia Eller que nunca sequer ouvi falar. Ouvir samba e mentir que não gosto. Ganhar bolos de todos os sabores de presente. Ganhar desenhos de presente. Pertencer. Ver caixas e mais caixas de fotos. Ficar preso no quarto até horários indeterminados. Usar Cranberries pra abafar os barulhos do nosso amor. Esquentar seu tersol com colher de prata, tomando cuidado para não encostá-la no teu olho e te cegar. Adotar gatos de rua e ficar dias pra decidir seus nomes. Discutir a tarde toda sobre a verdade absoluta. Beber pinga, nos embebedar sozinhos. Dançar. Não usar internet. Não usar celular. Frequentar sex shops. Fazer compras pra passar a noite no motel. Poder te abrigar com meu corpo. Ir a eventos de anime. Cantar na chuva, na rua. Molhar tua camiseta com minhas lágrimas.

Chorar vendo o dvd que me emprestou pelo simples fato de me o ter emprestado. Tomar banho e beber a água que escorre do seu pescoço, também. Ver ternura nas nossas diferenças. Ser protegido. Olhar bem e guardar a anatomia da mão de cada um. Fazer massagem nas mãos por horas.

Sonhar tanto. Ver uma promessa antiguíssima se cumprir. Prometer sexo e não cumprir. Atribuir músicas. Atribuir pessoas. Medir tanto as palavras e evitar a todo custo dizê-las com a boca (...)